No Setembro Amarelo, atenção aos sinais de alerta

Mês é dedicado à prevenção do suicídio, ameaça que ronda pessoas com depressão e problemas psicológicos

A cada 45 minutos, uma pessoa se suicida no Brasil. O dado, que tem como base levantamento do Senado, mostra a importância e a necessidade de se prevenir mortes do gênero.

É este o objetivo da campanha Setembro Amarelo, que serve para difundir informações importantes que possam auxiliar familiares e amigos de pessoas com problemas, e que também divulgam meios de apoio para pessoas que estejam sofrendo com pensamentos suicidas.

O tema ainda é tabu, mas a rede de apoio criada nos últimos anos tem ajudado a desmistificar o assunto.

Médico Psiquiatra do Hospital Bruno Born, de Lajeado, Bruno Lo Iacono Borba explica que o suicídio pode ocorrer a partir de diversos fatores – entre eles psicológicos, sociais, genéticos e culturais. “O cenário em nossa região (Vale do Taquari) mostra índices elevados de suicídio e tentativas, não só em adultos mas também em crianças e adolescentes. E esta é uma triste característica mundial, onde o suicídio já é a segunda principal causa de morte entre 15 e 29 anos. Um em cada seis jovens com idade entre 12 e 16 anos já pensou em suicídio”, detalha.

Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência, Borba faz parte de uma equipe composta por médicos psiquiatras e neurologistas, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e terapeuta ocupacional. No HBB, o serviço também dispõe de programa de formação médica em psiquiatria e multidisciplinar em saúde.

Atendimento

A importância de um atendimento diferenciado tem como resultado uma atenção especial do HBB com a saúde mental. O hospital dispõe de leitos para internação (convênios, particular e SUS) e atendimento ambulatorial via Central de Convênios. Além disso, a equipe de psiquiatras do HBB está disponível para avaliações no Atendimento 24 Horas, todos os dias, inclusive finais de semana e feriados.

Os profissionais são especializados em atender crianças, adolescentes, adultos e idosos nos mais variados quadros de depressão, ansiedade, distúrbios do sono, dependência química, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), bipolaridade, esquizofrenia, e outros.

Mas Borba reforça: “A principal ajuda que alguém pode oferecer a quem está pensando em suicídio é a escuta, disponibilizar-se a um diálogo empático, sem críticas e julgamentos. E logo procurar atendimento no serviço de saúde mais próximo, para que seja avaliado o risco e encaminhado ao tratamento adequado.”

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No Setembro Amarelo, atenção aos sinais de alerta – Hospital Bruno Born