{"id":602,"date":"2021-04-19T13:26:03","date_gmt":"2021-04-19T16:26:03","guid":{"rendered":"https:\/\/desenvolvimento.bravo.st\/hbb\/?p=602"},"modified":"2024-01-23T13:27:26","modified_gmt":"2024-01-23T16:27:26","slug":"uti-neonatal-e-pediatrica-completa-30-anos-cheios-de-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hbb.com.br\/site\/uti-neonatal-e-pediatrica-completa-30-anos-cheios-de-historias\/","title":{"rendered":"UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica completa 30 anos cheios de hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<p>Setor recebe desde rec\u00e9m-nascidos at\u00e9 crian\u00e7as de 13 anos e 29 dias. S\u00e3o dez leitos e diversos profissionais dedicados ao atendimento dos pequenos<\/p>\n<p>H\u00e1 30 anos o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, inaugurava sua UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica. Desde ent\u00e3o, milhares de rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as j\u00e1 foram atendidos no setor, reconhecido pelo carinho e pela dedica\u00e7\u00e3o dos profissionais que se dedicam a cuidar de pequenos tesouros.<\/p>\n<p>Conforme a coordenadora, a enfermeira Giovana Johann Cortez, s\u00e3o atendidos na UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica pacientes rec\u00e9m nascidos at\u00e9 crian\u00e7as com 13 anos e 29 dias. \u201cO espa\u00e7o \u00e9 dividido entre a Neonatal \u2013 com seis leitos e que atende em sua maioria pacientes rec\u00e9m-nascidos prematuros -, e a Pedi\u00e1trica, com quatro leitos e que atende crian\u00e7as com diversas patologias, que necessitam de cuidados intensivos\u201d, explica ela. O setor recebe pacientes SUS e Conv\u00eanios.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho \u00e9 realizado com base padronizada em protocolos de atendimentos criados com o que h\u00e1 de mais atualizado na literatura m\u00e9dica e de sa\u00fade. Somos uma equipe multidisciplinar composta por profissionais como m\u00e9dicos, enfermeiros, t\u00e9cnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, fonoaudi\u00f3loga, farmac\u00eautica, psic\u00f3logas, terapeuta ocupacional, dentista, assistente social. Nosso trabalho di\u00e1rio \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1reas visando o atendimento completo para o paciente e sua fam\u00edlia\u201d, explica a profissional.<\/p>\n<p>Giovana refor\u00e7a que a equipe tem como valores essenciais o acolhimento e a humaniza\u00e7\u00e3o do atendimento: \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ter um filho internado neste espa\u00e7o. Ent\u00e3o, procuramos sempre tentar deixar este per\u00edodo o mais leve poss\u00edvel para as fam\u00edlias. Al\u00e9m dos cuidados de rotina, do dia a dia, em datas especiais como P\u00e1scoa, Natal e Dia das M\u00e3es, realizamos comemora\u00e7\u00f5es para receber melhor estes pais ou familiares\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Equipes<\/strong><\/p>\n<p>Ao ser inaugurada, a UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica contava com os m\u00e9dicos S\u00e9rgio Kniphoff, Lucildo Drebes e Margareth Beneduzi. O m\u00e9dico Jo\u00e3o Paulo Weiand iniciou sua atividade no setor em dezembro do mesmo ano de inaugura\u00e7\u00e3o, e segue at\u00e9 hoje atendendo crian\u00e7as e beb\u00eas ali internados.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano a UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica tem como m\u00e9dica respons\u00e1vel a doutora Simone Reichert, especializada em Pediatria e Neonatologia, e que atua no setor desde 2012.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o diversos desafios que enfrentamos. Entre os principais est\u00e1 prezar pelo bom funcionamento t\u00e9cnico e oferecer o que h\u00e1 de mais avan\u00e7ado para o atendimento de crian\u00e7as \u2013 que muitas vezes apresentam quadros graves \u2013 e, ao mesmo tempo, manter o m\u00e1ximo de humaniza\u00e7\u00e3o no atendimento. Buscamos sempre acolher as fam\u00edlias para que sintam-se participando do tratamento dos seus filhos. \u00c9 importante para n\u00f3s contarmos com as fam\u00edlias ao nosso lado\u201d, avalia a m\u00e9dica. \u201cAcredito que isso seja o que diferencia nossa UTI: \u00e9 esse cuidado. A crian\u00e7a nunca vem sozinha: vem com a fam\u00edlia e suas hist\u00f3rias. Olhamos para algo maior.\u201d<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rias de vida<\/strong><\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Alicia Carissimi (33), natural de Progresso, foi a primeira paciente do setor, ainda com tr\u00eas aninhos. Hoje, \u00e9 casada e mora em Porto Alegre \u2013 onde vive com o marido Alexandre Caputo e a cachorrinha Arya. Ela conta que sua m\u00e3e e sua av\u00f3 lembram bem dos momentos dif\u00edceis vividos h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas. \u201cFiquei internada alguns dias na UTI Adulto e, no \u00faltimo dia, passei para a UTI Neo. As duas se emocionam at\u00e9 hoje ao contar a hist\u00f3ria. Foi uma P\u00e1scoa marcante por passarmos no hospital, mas sempre com muita f\u00e9 que tudo fosse ficar bem. Eu tinha tr\u00eas anos e poucos meses, e meu irm\u00e3o era rec\u00e9m-nascido.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00edcia relata que precisou de atendimento ap\u00f3s ter amigdalite e febre alta. \u201cFui medicada e, como n\u00e3o melhorava, fui encaminhada para Lajeado. Tive algumas complica\u00e7\u00f5es, e ap\u00f3s 21 dias de interna\u00e7\u00e3o, o problema foi revolvido\u201d \u2013 tudo com muito esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o das equipes do HBB, com um refor\u00e7o extra: Nossa Senhora Auxiliadora, que atendeu \u00e0s preces da av\u00f3 de Al\u00edcia, e, em agradecimento, ganhou uma est\u00e1tua: a santa \u00e9 usada at\u00e9 hoje pela Par\u00f3quia de Progresso em prociss\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEu s\u00f3 tenho a agradecer por ter superado essa situa\u00e7\u00e3o com o apoio dos meus pais, da minha fam\u00edlia, da minha querida v\u00f3 Diva, e com o atendimento humanizado de toda equipe do Hospital Bruno Born.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 a UTI Neonatal foi \u201cinaugurada\u201d por Rodrigo Lenz, irm\u00e3o g\u00eameo de Daniel \u2013 que ficou em uma incubadora, mas n\u00e3o precisou ser internado na unidade. A m\u00e3e dos dois, Maria Teresinha Lenz (57), lembra bem do per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cEles nasceram com sete meses e meio. Achei que era s\u00f3 um beb\u00ea, e levei um susto quando vieram os dois\u201d, admite a aposentada, hoje moradora de Linha Primavera, em Cruzeiro do Sul. \u201cOs meninos ficaram vinte dias no hospital. O Rodrigo, que foi o segundo a nascer, estava com falta de ar e, por isso, acabou indo para a UTI. Foi gra\u00e7as a este espa\u00e7o rec\u00e9m inaugurado, e ao acompanhamento da doutora Rosana Noten, que ele sobreviveu.\u201d<\/p>\n<p>Hoje aposentada, Maria Beatriz Rota foi a primeira enfermeira e coordenadora do setor. \u201cO in\u00edcio foi um pouco dif\u00edcil porque o trabalho exigia conhecimento e pr\u00e1tica espec\u00edfica com crian\u00e7as em cuidados intensivos, o que me levou a fazer est\u00e1gio na Unidade de Tratamento Intensivo no Hospital da Crian\u00e7a Santo Ant\u00f4nio em Porto Alegre\u201d, relata. A UTI abriu com oito leitos, tendo recursos dispon\u00edveis equiparados aos de UTIs Pedi\u00e1tricas de grandes centros. \u201cLogo nos tornamos centro de atendimento de refer\u00eancia na nossa regi\u00e3o. Foi um per\u00edodo de muita luta, empenho e aprendizagem, e conseguimos formar uma bela equipe, com profissionais dedicados e comprometidos.\u201d<\/p>\n<p>Ela lembra que na \u00e9poca tinha-se como pr\u00e1tica manter os pais juntos dos filhos, acompanhando todos os passos do atendimento, para que pudessem inclusive aprender algumas a\u00e7\u00f5es. \u201cIsso fortalecia o v\u00ednculo m\u00e3e-beb\u00ea, e ainda tranquilizava os pais. N\u00f3s explic\u00e1vamos a rotina, como tudo funcionava, e com isto eles se sentiam acolhidos. Valoriz\u00e1vamos muito o di\u00e1logo.\u201d<\/p>\n<p>Bea, como \u00e9 chamada, emociona-se ao lembrar do per\u00edodo: \u201cPara mim era uma vit\u00f3ria ver as crian\u00e7as melhorando; era um trabalho muito gratificante. Demonstrei aos pais o quanto \u00e9 importante o toque no seu filho, conversar, cantar, rir: enfim, ficar ao lado dos beb\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de enfermagem Marin\u00eas Fischer (59) tamb\u00e9m \u00e9 hist\u00f3ria viva do setor. Trabalha na UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica desde a inaugura\u00e7\u00e3o \u2013 ingressou no HBB em julho de 1980. \u201cEu j\u00e1 gostava de cuidar das crian\u00e7as quando precisavam ser internadas na UTI Adulto, e ent\u00e3o me convidaram para integrar a equipe\u201d, lembra. Moradora do Bairro S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, em Lajeado, e m\u00e3e de um filho de 26 anos, diz gostar muito do que faz. \u201cMe sinto realizada quando vejo que meu trabalho est\u00e1 sendo bem feito, e que os pais podem levar seus filhos para casa.\u201d Para ela, tamb\u00e9m \u00e9 motivo de alegria o fato de fazer o que gosta, em uma institui\u00e7\u00e3o que, para ela, \u00e9 uma segunda casa. \u201cOlhar o sorriso no rosto de muitos pequenos me realiza.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setor recebe desde rec\u00e9m-nascidos at\u00e9 crian\u00e7as de 13 anos e 29 dias. S\u00e3o dez leitos e diversos profissionais dedicados ao atendimento dos pequenos H\u00e1 30 anos o Hospital Bruno Born (HBB), de Lajeado, inaugurava sua UTI Neonatal e Pedi\u00e1trica. 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